26
NOVEMBRO
2014

07:51
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Penso de ex-governadores
Em: 25/11/2014 às 09:11h por Onofre Ribeiro
Na semana que passou a juíza Celia Regina Vidotti, da Vara de Ação Civil Pública e Ação Popular, determinou que o Estado cesse imediatamente o pagamento de pensão de pelo menos 18 ex-governadores de Mato Grosso. Ela se baseou na parte final do art. 1º, da Emenda Constitucional nº 22/2003, que diz que o recebimento do benefício é inconstitucional. A Ação proposta contra os ex-governadores foi do Ministério Público do Estado.
Conheço todos os ex-governadores citados, incluindo Pedro Pedrossian (1967/1971) e José Fragelli (1971/1975). Cheguei a Mato Grosso no começo da gestão do governador José Garcia Neto (1975/1978). Tive a oportunidade de prestar serviços por algum tempo nos governos de Frederico Campos, Júlio Campos, Dante de Oliveira e Blairo Maggi. Sempre lidei com crises políticas e por isso, estive perto de outros governadores prestando algum tipo de consultoria na maioria dos casos.
Vou citar três em particular com quem convivi mais próximo: Garcia Neto, Frederico Campos (1979/1983) e Dante de Oliveira, no segundo mandato (1999/2002). Devo relatar, a bem da verdade, e por essa experiência que ser governador... Leia mais
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Conversa retomada
Em: 23/11/2014 às 09:10h por Onofre Ribeiro
Vejo no noticiário que o governador eleito de Mato Grosso, Pedro Taques, iniciou a reaproximação de Mato Grosso com Mato Grosso do Sul, rompida em dois momentos: antes e durante a divisão, em 1977, e na escolha de Cuiabá para sede da copa do mundo de 2014. Disputou com Campo Grande e reabriu o velho clima divisionista de competição entre Cuiabá e Campo Grande.Meu filho Marcelo morou em Campo Grande lá pelos anos 2000. Vivenciou dezenas de retaliações por ser cuiabano. O ranço ainda é forte lá. Recentemente tomei um taxi em Campo Grande e escutei piadinhas sobre cuiabanos que ainda sobrevivem quase 40 anos depois da separação dos dois estados. Contudo, lá existe o reconhecimento de que Mato Grosso tem uma economia em crescimento e mais forte. Ainda que já tenham entrado na fase mais avançada da economia, que é a verticalização. Aqui são mais promessas do que industrializações da produção primária.Mas o tema deste artigo gostaria de encaminhar para outra vertente desta mesma conversa. Em 1960 quando se inaugurou Brasília a região Centro-Oeste do Brasil era um vazio dentro do mapa... Leia mais
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Educao boa s em 2054
Em: 19/11/2014 às 09:55h por Onofre Ribeiro
Quero recordar dois fatos antes de entrar no assunto deste artigo. O primeiro, foi em 2003 quando tomou posse o governador Blairo Maggi que disse: "não vou nomear político para a Secretaria de Educação, porque político pensa só na próxima eleição e não pensa no futuro". Indicou o médico Gabriel Novis Neves, primeiro e competente reitor da Universidade Federal de Mato Grosso, mentor do projeto "Universidade da Selva". Era alusão à ocupação da Amazônia que se realizava naquele momento e no futuro, mas de uma forma sustentável ambiental, humana, econômica e modelar. Novis ficou dois ou três meses à frente da Seduc. Em seu lugar nomeou Ana Karla Muniz, esposa do deputado estadual à época, Percival Muniz. A Seduc voltou para mãos políticas, de onde nunca mais saiu, exceto por uns poucos meses no segundo mandato, dirigida pelo executivo Luiz Antonio Pagot.Em mãos políticas virou o quer virou!Outra lembrança foi de uma entrevista que fiz com o professor Kengi Kido, hoje aposentado da UFMT, para a revista RDM, em 2008. O tema foi o futuro da educação no Brasil. Perguntei-lhe em quanto tempo nós... Leia mais
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(Se) gurana pblica
Em: 18/11/2014 às 09:38h por Onofre Ribeiro
Os dados da segurança pública em Mato Grosso são de crescimento da criminalidade e da violência. Não se trata mais de uma questão policial. Grosso modo a violência começa na rua do bairro, na família sem estrutura, na escola péssima que não ensina, na saúde que não socorre, avança para a marginalidade juvenil como conseqüência natural desses fatos. Uma vez cometida a primeira infração, a escola discrimina a criança ou o adolescente, a vizinhança exclui, a família não apóia, a polícia vigia e a sociedade é indiferente. Está pronta uma carreira criminosa promissora.Porém, a impunidade vai atuar lá na ponta, depois que o adolescente ou já adulto, começa a conviver com a polícia. Vai preso sucessivamente até obter a graduação de criminoso com poucas chances de recuperação. Pior. A banalização vai ao longo do tempo fazendo crer numa suposta inocência. Já falei aqui mas recordo: na Rádio FM de Cuiabá, 101,9 mhz, arrendada por uma igreja evangélica,existe um programa diário, às 19h30m,... Leia mais
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Operao Mos Limpas no Brasil
Em: 17/11/2014 às 09:28h por Onofre Ribeiro
Na década de 1970 a Itália estava mergulhada na mais profunda corrupção, ao ponto do ex-primeiro ministro Aldo Moro ter sido seqüestrado pelo grupo "Brigadas Vermelhas" e executado. Era um grupo misturado de criminalidade e ligações políticas. A Máfia Italiana, encastelada na Sicília, ao sul do país, mandava na política, elegia políticos e governos e comandava os bastidores da economia italiana. Na década de 1990 a máfia era muito poderosa e já não se escondia mais. Governava uma Itália desgovernada abertamente através de ações terroristas de violência ou elegendo e descartando políticos e governantes.A morte de magistrados que investigavam era freqüente. E foi justamente a morte de dois magistrados que desencadeou uma reação nacional, a Operação Mãos Limpas, uma investigação judicial de grande envergadura para casos de corrupção durante a década de 1990, na sequência do escândalo do Banco Ambrosiano em 1982, que implicava a Mafia, o Banco do Vaticano e a loja maçónica P2. A Operação Mãos Limpas levou... Leia mais

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Onofre Ribeiro
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