10
FEVEREIRO
2016

18:53
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Moralidade
Em: 08/02/2016 às 19:12h por Onofre Ribeiro
Se fosse possível olhar de cima e ver as movimentações das energias psíquicas sobre o Brasil, veríamos um turbilhão em imensa revolução. Se olhássemos para Mato Grosso, não seria diferente. Há um mar revolto de energias evoluindo por sobre as nossas cabeças. O que as motiva? Perguntaria o leitor. Muitas causas. Uma delas, a percepção de que urgem mudanças amplas e abrangentes nos sistemas públicos e privados. Outra, uma busca do inconsciente coletivo por moralidade. O que é moralidade? Perguntaria de novo o leitor. É a condução dos recursos públicos aplicados com rigor e decência nas reais necessidades de quem trabalha e paga os impostos.
Não é o que tem acontecido historicamente no Brasil. O caminho desse gerenciamento tem sido a política. Desde 1500 ela vem se deteriorando na essência e construindo um caminho paralelo sujo e desprezível. Construíram-se elites brasileiras com visão míope sobre a economia. Depois construímos elites esquerdistas com vocação pior, ainda que disfarçada em discursos melosos.
Em Mato Grosso essa turbulência de energias... Leia mais
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Nova linguagem
Em: 07/02/2016 às 19:11h por Onofre Ribeiro
Começo contando um episódio recente, através do qual gostaria de começar uma conversa em torno dessa nova atitude que nasce silenciosamente dentro da sociedade brasileira, à margem de tudo o que está rolando hoje. Há dois meses almoçando na chácara de um amigo, na Guia, nós adultos comemos pratos costumeiros e tradicionais como churrasco, cozidão cuiabano, arroz maria isabel e feijão empamonado (tutu mole). Estávamos no quiosque a uns 50 metros da casa principal. Um grupo de jovens estava lá por causa do ar condicionado. Na hora de almoçar vieram, olharam pra comida com um ar de desprezo e um deles disse: "a gente não come esse tipo de comida". E voltaram pro seu ar condicionado.
O que isso quer dizer? Perguntaria o leitor. Imagino que a atitude daquele grupo de jovens reflita um comportamento muito mais profundo. Eles estão se guiando por uma calendário próprio. Assim como não comem o cozidão cuiabano, também não digerem muitos comportamentos tradicionais. Aqui entra a política. Como professor tenho percebido claramente que os jovens desprezam a política porque ela lhes sugere coisas sujas. Mas não deixam... Leia mais
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O futuro será confiável – 2
Em: 31/01/2016 às 08:24h por Onofre Ribeiro
Continuando a conversa com o senador Blairo Maggi, no começo da semana, perguntei-lhe como a nova quarta revolução industrial que vem aí, refletiria sobre a atividade do agronegócio em Mato Grosso. Ele confessou sua forte impressão com o altíssimo nível das tecnologias embarcadas nas máquinas agrícolas, fruto das pesquisas das fábricas e de outros setores do mercado privado. "Eu que comecei lá atrás, me surpreendo com os avanços embarcados nas máquinas. Surpreendentes! As máquinas conversam entre si. Uma semente é ciência pura". Admitiu que as universidades públicas tem se mantido longe desses avanços. Por mais que crises existam, comer independe delas. E Mato Grosso, ainda que tenha alguns problemas específicos, será naturalmente um grande produtor mundial de grãos e num segundo momento com a sua industrialização estará exportando proteínas puras. O mundo precisará de alimentos agora e no futuro.
Perguntei-lhe que futuro podemos enxergar na questão alimentar no Centro-Oeste? "Mato Grosso é o melhor estado pra produzir grãos e será o melhor pra produzir proteínas... Leia mais
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O futuro será confiável – final
Em: 30/01/2016 às 09:24h por Onofre Ribeiro
Concluo essa série de três artigos sobre o futuro de Mato Grosso, na visão do dirigente da maior empresa do estado, dono da experiência de duas gestões como governador e como senador há cinco anos. Falamos, é claro, nas implicações da política atual do governo federal na responsabilidade de estar desconstruindo a economia brasileira e desestruturando a política.
"Tenho sido muito crítico. Não cabe a estrutura de governo que temos hoje dentro do nosso orçamento. A economia brasileira não consegue pagar. Isso está aí na economia. Somos um país pobre, afinal. A economia tem que produzir muito pra pagar. Exemplo: um funcionário público que ganha 50 mil, soma 600 mil por ano. Para ter essa renda, um produtor terá que plantar 1 mil hectares de lavoura, com todos os riscos."
Perguntei-lhe: "quando o Brasil vai acordar dessa bagunça atual". Resposta direta: "Em 2018". Por que, perguntei. "Sou defensor do impeachment da presidente Dilma porque é o único caminho pra acelerar esse processo. Tá mais do que comprovado que com a presidente Dilma e o seu governo, não haverá grandes mudanças, porque não... Leia mais
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O futuro será confiável – 1
Em: 28/01/2016 às 09:23h por Onofre Ribeiro
Nesta segunda-feira pela manhã tive uma longa agenda de conversa previamente marcada por minha solicitação, com o senador Blairo Maggi, no escritório dele no Grupo Amaggi. Tinha acabado de ler no jornal Valor Econômico matérias falando da Quarta Revolução Industrial que está vindo em todo o mundo, tema sobre o qual escrevi os artigos do último domingo "A Quarta Onda" e de segunda-feira "O agronegócio e a Quarta Onda". A ideia do encontro com o senador Blairo Maggi seria resgatar a sua visão de futuro do agronegócio, das tecnologias usadas no campo, a quarta onda e os caminhos futuros de Mato Grosso. Aproveitaria sua experiência como empresário de um dos maiores grupos no Estado, a de governador por dois mandatos e a de senador.
Nossa conversa foi longa e discorreu do campo aos cenários do mundo, terminando, obviamente, na política nacional do momento e nos cenários que ela aponta pro futuro. Antes, porém, gostaria de situar o leitor. Minha relação com Blairo Maggi começou em 1994, com 38 anos, em Rondonópolis no pequeno escritório da empresa Amaggi. Depois, a seu convite passamos uma semana na casa da família... Leia mais

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Onofre Ribeiro
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