06
MARÇO
2015

01:52
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Movimento MudaBrasil
Em: 05/03/2015 às 08:55h por Onofre Ribeiro
Prometi ontem escrever hoje sobre o Movimento MudaBrasil que se organizou em Cuiabá depois das eleições de 2014, quando estourou o escândalo do Petrolão. Fui convidado por amigos a conhecer o movimento. Normalmente, por cautela, não participo desse tipo de movimentos justamente pra evitar o risco de me envolver em questões partidárias ou ideológicas. Mas as pessoas que me convidaram merecem todo o meu respeito e admiração. São na maioria jovens empresários sem ligações políticas ou partidárias, profissionais liberais, funcionários públicos, professores, alguns experientes empresários e dirigentes de instituições classistas de respeito. Participei de algumas reuniões e até de uma manifestação na Praça 8 de Abril, em Cuiabá. É gente consciente fora de suspeita, realmente interessada no Estado de Mato Grosso e no Brasil.De lá para cá participei de várias reuniões, sempre nessa mesma linha de cidadania. Não se discutem questões de partidos e nem a legitimidade da eleição da presidente Dilma. Discute-se os desmandos da gestão... Leia mais
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Percepes estranhas
Em: 04/03/2015 às 09:29h por Onofre Ribeiro
O Brasil está vivendo as duas faces da mesma moeda. De um lado a corrupção em todas as estruturas públicas, os desmandos privados. De outro, uma onda crescente de reordenamento moral. Nos últimos anos banalizou-se a ladroagem e o desrespeito aos bens públicos, aos serviços públicos e aos cidadãos. Roubar, tratar mal, prestar péssimos serviços, desviar os recursos públicos para fins vergonhosos virou rotina, sem qualquer reação de indignação. Porém, de outro lado, empresas começaram a cultivar valores morais e éticos, a respeitar o seu consumidor. Não é a maioria, mas é a média. Uma onda de respeito nascente num país que se perdeu na devassidão.No serviço público surgem ilhas de moralidade e a busca de eficiência. Também não é a maioria, mas é a média. Os parlamentos continuam apodrecidos, mas surgem pessoas com visão de cidadania. Não é a maioria, mas é a média. Em 2014 o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, até então uma ilha de arrogância, mexeu no tabuleiro quando considerou... Leia mais
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Cuiab depois da Copa
Em: 03/03/2015 às 09:19h por Onofre Ribeiro
Em dezembro de 2009 quando Cuiabá foi escolhida como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, comemoramos na rua. Primeiro, porque vencemos Campo Grande. Depois porque a visibilidade mundial seria fantástica e justificaria qualquer investimento possível pra se adequar ao evento monumental.Foi assim. Mas nós não sabíamos uma série de coisas. A primeira delas, seria a incapacidade da gestão pública de planejar o conjunto das obras, de produzir os projetos e depois de executá-los. Descobriu-se que as construtoras não seriam capazes de realizar as obras por falta de projetos, por incapacidade técnica, e o governo e os órgãos de fiscalização não tinham a menor idéia da complexidade.Aos poucos viu-se que a excelente idéia de termos quatro jogos da Copa em Cuiabá não era tão boa assim. No Brasil, sem discurso político, perdido e desnorteado, o governo federal politizou a copa como uma realização de sua administração. A partir daí desatou-se a falar bobagem em todo o Brasil com o que se convencionou chamar de "obras da Copa". Elas se tornaram um balaio onde cabia qualquer coisa, desde obras não... Leia mais
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Planejamento pro futuro prximo
Em: 02/03/2015 às 09:09h por Onofre Ribeiro
Em 1994 surgia o ciclo do chamado agronegócio, uma derivação do termo norte-americano "agribusiness" até então usado para indicar a nova agricultura empresarial de Mato Grosso. Naquele ano foram produzidas 3 milhões e meio de toneladas de soja. Um fenômeno. E o Produto Interno Bruto-PIB e as exportações um fenômeno. Pra se ter uma idéia, em 1995 o governador Dante de Oliveira tomava posse lamentando que Mato Grosso alcançava 0,7% do PIB brasileiro, e a população pouco mais de 2 milhões de habitantes.O agronegócio teve altos e baixos, como o de 2005 quando praticamente quebrou por questões cambiais, mas sobreviveu aos níveis atuais. Hoje alcançou estágios que não tem mais retorno, mas se esgotará dentro de poucos anos, porque produzir em Mato Grosso é muito arriscado. População pequena, grandes distâncias, custos mais altos pela distância, logística ruim, falta de recursos humanos adequados, e a complexidade tributária do estado. Mas outro fator contribui e contribuirá fortemente para o esgotamento do agronegócio como a grande fonte da riqueza econômica: a não... Leia mais
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Mundo de incerteza
Em: 01/03/2015 às 17:09h por Onofre Ribeiro
No último fim de semana o jornal Valor Econômico publicou no caderno dominical "Eu & Fim de Semana", uma matéria de profundidade com o título "Um mundo de incerteza". Nela o jornalista Diego Viana faz uma ampla análise dos problemas conjunturais que ameaçam o mundo atual. A tese do artigo é a de que "instabilidade é a marca de um novo tempo econômico e político, em que se expandem complexas interconexões de riscos e de impactos."Depois de analisar a situação do bloco da União Européia, especialmente a crise grega que ameaça a chamada zona do euro, o jornalista para numa questão crucial: "em 2015, pela primeira vez, um risco socioambiental chega ao topo dos perigos prováveis". Eles substituirão os riscos de até então na área financeira e econômica. Os perigos ambientais saem da periferia das questões mundiais e migram para o primeiro plano. Diz o artigo, a partir do relatório elaborado no encontro de Davos, mês passado na Suíça: "...um dos riscos é a falha na adaptação a mudanças climáticas que, associada a erros de planejamento urbano – particularmente... Leia mais

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Onofre Ribeiro
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