19
DEZEMBRO
2014

12:41
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Nasce a corrupo institucional
Em: 19/12/2014 às 11:20h por Onofre Ribeiro
A corrupção nasce dentro da carta de Pedro Álvares Cabral ao rei de Portugal, pedindo emprego para um sobrinho. Depois disso a corrompida corte portuguesa, trouxe para a colônia a sua corrupção, a ineficiência, a maldita burocracia incluindo os cartórios de registros de todos os etcs pra infernizar os cidadãos, a velhice incorrigível do poder público e a confusão bem conveniente para os gestores, entre o que é público e o que é privado.Porém, modernamente a corrupção institucionalizou-se como norma corrente a partir de 1975, quando governava o Brasil o General Ernesto Geisel. Não que ele fosse corrupto. Sua excessiva centralização do poder, permitiu rachaduras no regime militar por onde entraram os parlamentares trazendo no bolso dos paletós as empreiteiras. Depois vieram os laboratório fabricantes de remédios, depois os bancos, depois as montadoras de automóveis. A porteira nunca mais se fechou. Ao contrário: Sempre se alargou mais.O presidente Ernesto Geisel mantinha a economia em suas mãos e autorizava pessoalmente cada obra, justamente para garantir que não haveria roubalheiras. Bom lembrar... Leia mais
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Linguagem dos novos tempos
Em: 18/12/2014 às 09:44h por Onofre Ribeiro
Há alguns anos li a coleção em 20 volumes do livro "Memórias de um Médico", de Alexandre Dumas, escrito entre 1846 e 1853. Relata a Revolução Francesa de forma detalhada, com a perspicácia do cronista e do historiador. (Está disponível em PDF na internet). Começa a narrativa 20 anos antes e termina 20 anos depois. Dolorosa crônica de um triste período, ainda que renovador, da história da humanidade e da civilização ocidental. A velha França monarquista e absolutista, corrompida, desumana e prepotente agoniza em todas as páginas do livro.Especialmente doloroso o período sangrento das guilhotinas desenfreadas, decapitando velhos ideais e velhas práticas. Na praça da Bastilha o sangue dos milhares de decapitados alcançava o joelho dos decapitadores e dos assistentes. Ao final, emerge uma França que, apesar de tudo, ainda hoje simboliza um ideal democrático no mundo. Mas sofreu amarga e dolorosamente no processo da Revolução de 1789.A Revolução Francesa explodiu com a Tomada da Prisão da Bastilha, onde penavam presos políticos e pessoas comuns, que de tanto ser espoliadas, já... Leia mais
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Mortes banais
Em: 16/12/2014 às 09:59h por Onofre Ribeiro
Mato Grosso encerrará 2014 aproximando-se das 500 mortes violentas. Na média dá 1,3 mortes por dia. Isso equivale a um estado de guerra civil. Embora os números por si só indiquem que a questão é complexa, o tratamento que tem se dado é meramente burocrático. A polícia prende, a justiça solta, como se ambos fossem inimigos entre si ou vivessem em continentes diferentes. Aqui surge o primeiro dos inúmeros problemas: os feudos de poder. Polícia Militar, Polícia Civil, Ministério Público, Poder Judiciário e Sistema Prisional são feudos independentes de poder e se comunicam precariamente. Ou, se desgostam publicamente. Contudo, são pagos com os impostos públicos arrecadados da população, a maior vítima da violência generalizada.Só essa relação cheia de ruídos, de interesses e de burrices, bastaria para justificar as mortes registradas. Mas tem mais ainda. A motivação da criminalidade começa na fronteira com a Bolívia, passa pelas cidades na forma de um grande negócio de compra e venda de drogas, de compra e venda de armas, do financiamento do negócio via... Leia mais
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Sanfoneiro fora do tom
Em: 15/12/2014 às 09:27h por Onofre Ribeiro
Pego carona no artigo "Fim de Festa" do amigo Eduardo Mahon, presidente da Academia Matogrossense de Letras, publicado na imprensa neste final de semana. Aliás, na última sexta-feira estivemos a manhã quase toda confabulando e filosofando acerca de situações, de instituições, de nossas angústias e da própria vida individual e coletiva. Sempre que nos sentamos, filosofamos. Muito agradável.Voltando ao artigo de Eduardo Mahon, ele fala do fim de um ciclo de gestões onde a realização de grandes obras públicas deixou de ser indicador de bons gestores. Está certíssimo. A sociedade andou muito mais do que as instituições e os gestores públicos. Sem contar os políticos, que ainda estão na Idade da Pedra quando comparados às percepções da sociedade de agora.Há uma onda de linguagem urgente se construindo dentro da sociedade mundial e na sociedade brasileira. Mais do que os gestores públicos e os políticos conseguem alcançar. Uma ponte, por maior e mais bonita que seja, não sensibiliza mais as pessoas como a dez anos passados. Mas uma creche se compara em prestígio, embora custe 1 milhão... Leia mais
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Os ciclos no so eternos
Em: 14/12/2014 às 18:06h por Onofre Ribeiro
Em 1994 surgia o ciclo do chamado agronegócio, uma derivação do termo norte-americano "agribusiness" até então usado para indicar a nova agricultura empresarial de Mato Grosso. Naquele ano foram produzidas 3 milhões e meio de toneladas de soja. Um fenômeno. E o Produto Interno Bruto-PIB e as exportações um fenômeno. Pra se ter uma idéia, em 1995 o governador Dante de Oliveira tomava posse lamentando que Mato Grosso alcançava 0,7% do PIB brasileiro, e a população pouco mais de 2 milhões de habitantes.O agronegócio teve altos e baixos, como o de 2005 quando praticamente quebrou por questões cambiais, mas sobreviveu aos níveis atuais. Hoje alcançou estágios que não tem mais retorno, mas se esgotará dentro de poucos anos, porque produzir em Mato Grosso é muito arriscado. População pequena, grandes distâncias, custos mais altos pela distância, logística ruim, falta de recursos humanos adequados, e a complexidade tributária do estado. Mas outro fator contribui e contribuirá fortemente para o esgotamento do agronegócio como a grande fonte da riqueza econômica: a não... Leia mais

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Onofre Ribeiro
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