18
ABRIL
2014

17:40
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A f e o tempo
Em: 18/04/2014 às 07:45h por Onofre Ribeiro
Parodiando o livro do escritor gaúcho Érico Veríssimo, “O tempo e o vento”, que conta a ocupação do Sul do Brasil entre os séculos 18 e 20 e os conflitos entre as famílias Terra e Cambará, este artigo pretende fazer uma ponte entre a fé histórica do Brasil de ontem e de hoje. Aliás, o livro foi motivo de dois excelentes filmes: “O Tempo e o Vento”, de 2013, e “Um certo capitão Rodrigo”, de 1971, este com Tarcísio Meira no papel principal. Foi também tema de uma novela de 150 capitulos na TV Excelsior na década de 1970 e de duas minisséries na TV Globo, em 1985 e em 2013.
Se naquele tempo a fé era baseada na moral católica e numa profunda reverência ao medo, à culpa e ao pecado, para a recompensa do céu eterno, ela evoluiu ao longo do tempo. Até os anos 1950 a fé era essa mesma. Fundamentada principalmente no catolicismo, sustentava-se em dogmas históricos. A partir do Papa João XXIII e seu Concílio Vaticano II, a partir de 1958, que pretendeu a “renovação da Igreja”, e à formulação de uma nova forma de explicar pastoralmente... Leia mais
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Cuiab depois da copa
Em: 16/04/2014 às 08:48h por Onofre Ribeiro
Na medida em que a Copa do Mundo se aproxima, algumas dúvidas já exploradas exaustivamente na mídia ficam outras, como a cara da cidade depois do evento. Pessoalmente, acredito que a cidade vai ter ganhos enormes em consequência do evento. Mas há que se deixar bem entendido que Cuiabá é essa que nos restará depois de julho de 2014.
O governo de Mato Grosso assumiu as chamadas obras da copa, que melhorarão em muito a trafegabilidade urbana em Cuiabá e em Várzea Grande. Mas o governo voltará às suas atividades e deixará Cuiabá correr sozinha. Passado o evento e depois que os turistas forem embora, nos restará uma Cuiabá que terá de andar por si só. Aí, caberá à prefeitura começar um planejamento para que a cidade no futuro não entre no colapso em que estava até agora.
A propósito gostaria de lembrar alguns dados sobre o futuro de Cuiabá como cidade e como capital de Mato Grosso.
Sua população tende a não aumentar muito mais do que hoje. As migrações que marcaram os anos de 1970 a 1990, reduzirão cada vez mais no futuro. As migrações internas... Leia mais
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Rondon tambm est morrendo
Em: 15/04/2014 às 05:50h por Onofre Ribeiro
Ainda na minha infância em Minas, tomei contato com Rondon através de um livro comprado por meu pai, “Grandes homens da História”. Nunca imaginaria viver no Mato Grosso onde nascera Rondon, em 1865. Muito menos assistir à reinauguração da Escola Santa Claudina construída no início da década de 1950, pelo jovem engenheiro José Garcia Neto, que a reconstruiu na condição de governador de Mato Grosso, em 1976.
Conversei muito sobre Rondon com duas personalidades mato-grossenses que conviveram com ele e trocaram muitas cartas, ouviram suas teses e angústias: Aecim Tocantins e José Garcia Neto. Conversei também com Fulgêncio um sobrinho seu que vivia em Mimoso, onde Rondon nasceu. Vi na parede de sua casa modesta, próxima à escola que tem o nome da mãe borora de Rondon, um velho relógio carrilhão que fora do marechal.
Mimoso acabou se tornando um lugar famoso e um ícone de Mato Grosso, justamente por Rondon ter nascido ali. Os mimoseanos acabaram construindo uma cultura pantaneira diferente do restante do pantanal mato-grossense. Em 2000, o governador Dante de Oliveira decidiu construir ali, na cara da Baía de Chacororé,... Leia mais
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Diretas-J
Em: 14/04/2014 às 06:32h por Onofre Ribeiro
Abril tem duas datas significativas que passam quase em branco na deficiente memória brasileira: a morte do presidente da República Tancredo Neves no dia 21, e a votação da emenda das Diretas Já, do deputado mato-grossense, Dante de Oliveira.no dia 25. Para refrescar a memória dos brasileiros que preferem afundar-se na torcida por times de futebol e embebedar-se de cerveja, a encarar a sua cidadania, de repente seria bom pensar que a História que será lembrada amanhã, é construída hoje.
Em 1984 o Brasil vivia os últimos sinais da ditadura militar, enfraquecida política e economicamente. E economia do Brasil estava péssima, por conta dos cenários internacionais, principalmente a carestia do preço do petróleo na segunda crise de 1983. O Brasil importava muito petróleo, tinha uma inflação cruel e pipocavam rebeldias políticas. Em 1983 o deputado federal mato-grossense de primeiro mandato, Dante de Oliveira, apresentou uma emenda de poucas linhas redigida pelo seu pai, o legendário Doutor Paraná, e apresentou a um Congresso Nacional descrente. A emenda começou a tramitar e recebeu a paternidade de ídolos da oposição... Leia mais
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Quem segura?
Em: 13/04/2014 às 07:01h por Onofre Ribeiro
Na semana anterior e na passada estive em quatro municípios do norte e do noroeste de Mato Grosso: Alta Floresta, Colider, Marcelândia e Juína, acompanhando o Fórum Agro, desenvolvido pelo sistema Federação da Agricultura nestes e em outros municípios nas próximas semanas.
O que gostaria de registrar aqui é a chegada do agronegócio em 2013 e crescendo em 2014 nos quatro municípios, onde a economia nunca foi essa. Cada um deles teve a sua história baseadas em diferentes economias. A chegada da agricultura de escala nessas regiões vai mudar profundamente todos os seu aspectos econômicos, políticos e sociais. Cito o exemplo de Marcelândia, a 70 km de Santa Helena, na BR-163, um pouco acima de Itaúba. A economia nasceu na madeira, mudou um pouco para pecuária, mas em 2013/2014 foram colhidas as primeiras 50 mil toneladas de soja e milho. No lugar dos caminhões que transportavam apenas madeira e bois, circularam 3 mil bitrens, cada um levando 700 sacos.
Uma singela reclamação dos moradores: pontes mais largas para poderem passar as máquinas agrícolas. Na esteira do agronegócio chegam bancos novos, novo comércio de... Leia mais

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Onofre Ribeiro
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