24
ABRIL
2014

05:32
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Caras de Mato Grosso
Em: 22/04/2014 às 09:08h por Onofre Ribeiro
Tenho viajado bastante por Mato Grosso nesses últimos meses. Mas desde 1976 viajo constantemente pelo estado nas suas diversas fases de ocupação e de desenvolvimento.
Desde 1977 quando se deu a separação do Sul para a criação do estado de Mato Grosso do Sul, as transformações foram gritantes. A população saiu de 600 mil habitantes em 1970 para os atuais 3 milhões. Os municípios de 38 para 141. As regiões mudaram muito. Não posso me esquecer, por exemplo, das inúmeras viagens de avião entre Cuiabá e Juína, Aripuanã, ou a Alta Floresta, São Felix do Araguaia, por exemplo.  a Serra do Tombador, antes de Diamantino, o cerrado fechado antecipava a floresta fechada. Se o avião caísse, nunca seria achado, como tantos nunca foram encontrados.
Hoje são regiões ocupadas e o ambiente completamente transformado. A partir de polos como Sinop, Alta Floresta e Juara, Canarana e Água Boa, regiões inteiras se transformaram e surgiram com cara própria e visões inteiramente diferentes entre si.
Quando se vê hoje o estado de Mato Grosso na sua totalidade, não é um estado. É... Leia mais
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Estou aqui...
Em: 21/04/2014 às 07:06h por Onofre Ribeiro
 ...nesta segunda-feira, pós-Páscoa e no dia 21 de abril,às vésperas do descobrimento do Brasil, refletindo sobre os nossos tempos atuais. Olho pra frente e vejo pra trás a desconstrução de um país, lenta e estudada! Dia após dia, nossos políticos, nossos governos, nossos prefeitos, nossos vereadores, nossos professores, nossos jornalistas, nossos policiais, nossos médicos, nosso povo no conjunto, e nós individualmente, empenhados em transformar o Brasil numa republiqueta de bananas. Sem leis, sem regras, sem perspectivas de futuro.
O Brasil de hoje me lembra muito a história do sujeito com uma mala de dinheiro no deserto, com sede e sem ter onde comprar a água: vítima das circunstâncias que ele mesmo construiu quando priorizou acumular dinheiro e esqueceu-se do seu futuro.
Estou aqui olhando essa insensata Copa do Mundo, vendo estádios de futebol absolutamente inúteis. Templos de um esporte em falência. Estou aqui vendo hospitais desnutridos.      
Estou aqui vendo escolas esvaziadas onde zumbis percorrem corredores rabiscados e se sentam em carteiras superfaturadas onde gastam o tempo e perdem espaços na vida.
Estou... Leia mais
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A f e o tempo
Em: 18/04/2014 às 07:45h por Onofre Ribeiro
Parodiando o livro do escritor gaúcho Érico Veríssimo, “O tempo e o vento”, que conta a ocupação do Sul do Brasil entre os séculos 18 e 20 e os conflitos entre as famílias Terra e Cambará, este artigo pretende fazer uma ponte entre a fé histórica do Brasil de ontem e de hoje. Aliás, o livro foi motivo de dois excelentes filmes: “O Tempo e o Vento”, de 2013, e “Um certo capitão Rodrigo”, de 1971, este com Tarcísio Meira no papel principal. Foi também tema de uma novela de 150 capitulos na TV Excelsior na década de 1970 e de duas minisséries na TV Globo, em 1985 e em 2013.
Se naquele tempo a fé era baseada na moral católica e numa profunda reverência ao medo, à culpa e ao pecado, para a recompensa do céu eterno, ela evoluiu ao longo do tempo. Até os anos 1950 a fé era essa mesma. Fundamentada principalmente no catolicismo, sustentava-se em dogmas históricos. A partir do Papa João XXIII e seu Concílio Vaticano II, a partir de 1958, que pretendeu a “renovação da Igreja”, e à formulação de uma nova forma de explicar pastoralmente... Leia mais
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Cuiab depois da copa
Em: 16/04/2014 às 08:48h por Onofre Ribeiro
Na medida em que a Copa do Mundo se aproxima, algumas dúvidas já exploradas exaustivamente na mídia ficam outras, como a cara da cidade depois do evento. Pessoalmente, acredito que a cidade vai ter ganhos enormes em consequência do evento. Mas há que se deixar bem entendido que Cuiabá é essa que nos restará depois de julho de 2014.
O governo de Mato Grosso assumiu as chamadas obras da copa, que melhorarão em muito a trafegabilidade urbana em Cuiabá e em Várzea Grande. Mas o governo voltará às suas atividades e deixará Cuiabá correr sozinha. Passado o evento e depois que os turistas forem embora, nos restará uma Cuiabá que terá de andar por si só. Aí, caberá à prefeitura começar um planejamento para que a cidade no futuro não entre no colapso em que estava até agora.
A propósito gostaria de lembrar alguns dados sobre o futuro de Cuiabá como cidade e como capital de Mato Grosso.
Sua população tende a não aumentar muito mais do que hoje. As migrações que marcaram os anos de 1970 a 1990, reduzirão cada vez mais no futuro. As migrações internas... Leia mais
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Rondon tambm est morrendo
Em: 15/04/2014 às 05:50h por Onofre Ribeiro
Ainda na minha infância em Minas, tomei contato com Rondon através de um livro comprado por meu pai, “Grandes homens da História”. Nunca imaginaria viver no Mato Grosso onde nascera Rondon, em 1865. Muito menos assistir à reinauguração da Escola Santa Claudina construída no início da década de 1950, pelo jovem engenheiro José Garcia Neto, que a reconstruiu na condição de governador de Mato Grosso, em 1976.
Conversei muito sobre Rondon com duas personalidades mato-grossenses que conviveram com ele e trocaram muitas cartas, ouviram suas teses e angústias: Aecim Tocantins e José Garcia Neto. Conversei também com Fulgêncio um sobrinho seu que vivia em Mimoso, onde Rondon nasceu. Vi na parede de sua casa modesta, próxima à escola que tem o nome da mãe borora de Rondon, um velho relógio carrilhão que fora do marechal.
Mimoso acabou se tornando um lugar famoso e um ícone de Mato Grosso, justamente por Rondon ter nascido ali. Os mimoseanos acabaram construindo uma cultura pantaneira diferente do restante do pantanal mato-grossense. Em 2000, o governador Dante de Oliveira decidiu construir ali, na cara da Baía de Chacororé,... Leia mais

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Onofre Ribeiro
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