25
MAIO
2015

17:19
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Maldita burocracia
Em: 25/05/2015 às 08:55h por Onofre Ribeiro
Na semana passada precisei de um documento chamado certificação digital pra poder contratar um funcionário rural. Uma maldita invenção burocrática criada pra burocratizar e pra arrecadar taxas pro governo. Levei os documentos pedidos. Lá, descobriu-se que a data do meu nascimento estava registrada errada na Receita Federal. Parou tudo. Teria que ir lá pra regularizar. Filas longas e lá não podia. Me mandaram pro Ganha Tempo. Não era lá. Era nos Correios. Não era nos Correios. Era na Caixa Econômica. Uma simpática senhora, depois de longa espera numa fila sem fim, me deu uma folha e um boleto com taxa. Paguei, juntei documentos pessoais exigidos e fui de novo à Receita Federal. Fila pra senha, fila pro atendimento. Uma simpática senhora em 15 minutos resolveu o meu probleminha.Agora volto à Câmara de Dirigentes Lojistas pra fazer a certificação que vale um ano e depois terei que renovar. Motivo alegado pela burocracia: facilitar a vida do contador. Mentira. É pra controlar o cidadão. Volto ao contador depois de ter pago muitas taxas e vem outra bateria de burocracias pra contratar o funcionário. Pelo menos 10 documentos... Leia mais
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Eu e a Gazeta
Em: 24/05/2015 às 08:54h por Onofre Ribeiro
Neste sábado o jornal A Gazeta completou 25 anos de vida. Em 30 de junho completarei 25 anos escrevendo artigos diários nas páginas 2 ou 3, exceção de breves períodos de ausência. Aproveito o aniversário pra mexer nas memórias. Quando A Gazeta começou em 1990, contratou jornalistas e treinou-os no uso de computadores, no lugar das históricas máquinas de escrever. Aliás, ela davam um tom musical nas redações com seu tec-tec nos finais de tarde e começo de noite quando os repórteres chegavam da rua e escreviam suas matérias. O tec-tec nos ritmos de cada um dava um frisson na redação.A Gazeta inovou com os computadores. Aprender a enfrentá-los foi uma batalha para experientes jornalistas como os competentes Nelson Severino, Mauro Camargo, Lúcio Tadeu, Eduardo Ricci, Margareth Botelho e tantos e tantos habituados nas máquinas de escrever. Numa conversa com Lúcio Tadeu, o primeiro editor, ele me disse que os jornalistas tinham medo do computador pelo novo que representavam, e porque o teclado silencioso não lhes dava ritmo na escrita.Em 29 de junho, depois de conversas com Lúcio Tadeu e com o jovem superintendente... Leia mais
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Falas que no dizem
Em: 21/05/2015 às 21:11h por Onofre Ribeiro
Concluí ontem uma série de cinco artigos sobre o caos que se instalou no Brasil atual, fruto de uma sequência histórica de transformação do Estado que nos governa em aparelho a serviço de interesses políticos de origens, cores e intenções diversos.Recebi preciosas contribuições. Uma delas abro aqui na expectativa de que não pare ao longo do tempo: as novas linguagens capazes de alcançar a juventude brasileira. As linguagens atuais no mundo político estão absolutamente em desacordo com o pensamento dos jovens que estão se tornando adultos neste momento. Quando assistem ou lêem sobre a anarquia feita no país pelos políticos, pelos governantes e pelos poderes da República, aí incluindo toda a cadeia da educação iniciada na escola fundamental até a universidade, ficam pasmos.Na realidade, os jovens não processam como os adultos a baderna brasileira. Apenas sabem, mas não compreendem como as coisas estão assim. Ou melhor, como as coisas são assim. Esse conceito de ética que nós adultos cultivamos, não é igual ao dos jovens. Eles entendem que ética é,... Leia mais
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Pra onde vamos? final
Em: 20/05/2015 às 08:54h por Onofre Ribeiro
Encerro esta série de artigos supondo ter apontado alguns aspectos da história política recente brasileira que nos levou ao caos atual. Evidente que tudo isso é muito mais profundo do que aquilo que cabe em cinco artigos de 41 linhas cada.A conclusão parece clara. Olhando o Brasil de 2015 aparece bem clara a ampla e generalizada corrupção como a causa da maioria dos males brasileiros. Quando se corrompeu a gestão do Estado brasileiro corromperam-se também as gestões estaduais e municipais, através da associação dos desvios e desmandos inimagináveis. Quando se corrompeu a gestão, corromperam-se junto todos os serviços públicos, sem exceção, nos três poderes. Quando essa corrupção matou a lerda eficiência dos órgãos prestadores de serviços públicos pelos quais os cidadãos pagam junto com os impostos, o Estado gradualmente tornou-se inimigo dos cidadãos.Muita corrupção, maior carga de burocracia pra justificar e manter a estrutura corrompida, mais caros os custos públicos. Logo, mais e mais impostos, menos serviços públicos, mais burocracia e maiores ações... Leia mais
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Pra onde vamos? 4
Em: 19/05/2015 às 08:44h por Onofre Ribeiro
Num dos artigos desta série citei a completa exaustão do sistema de gestão do Estado brasileiro nos níveis federal, estadual e municipal. O leitor poderá até pensar que isso foi uma construção do acaso. Piorando, piorando e de repente piorou mesmo. Não. Foi estudado. Vamos por partes. Aquela questão das coligações que matou os partidos e colocou-os pra administrar setores do governo, desviou completamente da sua função primária, a educação por exemplo. Na medida em que um partido aparelhou o Ministério da Educação de porteira fechada, a partir do governo Lula em 2003, a educação deixou de ser uma função de Estado. Passou a ser uma ferramenta de partido político pra ganhar espaços junto a prefeitos, governadores e setores de interesses, como empreiteiras, editoras, fornecedores de materiais, grupos privados de ensino. Daí vem dinheiro, prestígio, apoio e votos.Gestão após gestão, a educação acabou se confundindo com negócios partidários e com barganhas comerciais. Morreu no seu papel fundamental para a nação. A perda de produtividade... Leia mais

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Onofre Ribeiro
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