24
OUTUBRO
2014

13:51
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Brasil, ame-o ou deixe-o
Em: 24/10/2014 às 09:38h por Onofre Ribeiro
O slogan foi usado no governo do general Emílio Garrastazu Médici, presidente da República, de 1971 a 1975, no auge da ditadura militar. Era um sinal do ufanismo que se respirava no Brasil naqueles "anos de chumbo". Lembro do slogan por conta do final dessa campanha à presidência da República. De um lado o governo repetindo o slogan numa outra linguagem: Pobres, ame-os, ricos odeie-os. Vale o inverso: Ricos, ame-os, pobres odeie-os. Chegamos a um Brasil dividido em ricos e pobres. Ricos valem mais do que pobres e desclassifique-se os demais, segundo a propaganda política da reeleição presidencial.Que Brasil dividido será esse de 2015 em diante? Mas não se pode ignorar o pano de fundo da economia descendo a ladeira, o crescimento perto de zero e as perspectivas de 2015 piores do que as ruins de 2014. Ainda que o governo negue que o país esteja mal.Participei de três grandes encontros recentes, seminários e palestra qualificados sobre a economia brasileira dos últimos anos e os cenários de 2015. Todos os economistas temem a continuidade da atual política econômica, argumentando que foram destruídos pela presidente Dilma todos os fundamentos da macroeconomia... Leia mais
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Gesto bicho complicado
Em: 21/10/2014 às 09:13h por Onofre Ribeiro
Nesses 38 anos em que acompanho a trajetória das gestões públicas estaduais em Mato Grosso, transformações de grande porte aconteceram mesmo com Dante de Oliveira entre 1995 e 1998. Foi quando para um estado quebrado por heranças financeiras nascidas na divisão do estado, em 1979, cujas obrigações financeiras não foram cumpridas pelo governo federal. A Lei Complementar 31/77 que estabeleceu a divisão determinou que durante dez anos seguintes a 1979 Mato Grosso e Mato Grosso do Sul receberiam 2 bilhões de cruzeiros anuais, 1,7 e 300 milhões, respectivamente para uso em custeio e em investimentos. Não durou mais do que cinco anos porque o governo federal quebrou, com a segunda crise do petróleo, em 1983.Trago o assunto porque vejo os primeiros arranhões do governador eleito Pedro Taques com poderes, com setores como cultura, saúde e turismo, daqui a pouco a comunicação, e com os deputados de sua base parlamentar eleita. Lembro Dante de Oliveira porque sua gestão foi muito pedagógica e sustentável.Em 1995, ao assumir, as finanças estavam assim: para cada real arrecadado, a administração estadual devia 3, sem contar... Leia mais
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Por trs dos crimes comuns
Em: 19/10/2014 às 09:11h por Onofre Ribeiro
Na última sexta-feira um empresário foi morto em casa, em Cuiabá, numa tentativa de assalto armada por um pedreiro que trabalhava na casa. Imediatamente todo mundo culpou a polícia por ausência. O problema não é de polícia. Essa velha desculpa tira a culpa de quem deveria ter culpa de fato e, na comodidade do escondidinho, a situação continua a mesma eternamente. Vamos aos culpados pela ordem:1 – a impunidade - qualquer um sabe que o crime compensa, em qualquer nível;2 – a justiça – qualquer um sabe que a justiça é omissa, senão esses criminosos não teriam a longa ficha de crimes que tem, a maioria sem condenação ou por soltura pura e simples quando cumprem a formalidade do tempo preso;3 – a polícia civil – qualquer um sabe da leniência da Polícia Civil com as investigações, sob dezenas de discutíveis alegações técnicas e de pessoal;4 – os códigos penal e do processo penal – qualquer um sabe que eles datam da década de 1930 do século passado. Foram-lhes agregadas normas protecionistas e de defesa dos crimes como banalidades e não... Leia mais
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A soberba de Dante ensina
Em: 17/10/2014 às 09:30h por Onofre Ribeiro
Os encaminhamentos para a montagem da próxima Mesa Diretora a Assembléia Legislativa de Mato Grosso está profundamente carregada de soberba. É o sentimento do "nóis pode". Ontem a imprensa divulgou frases muito claras nesse sentido, dita pelos 11 deputados eleitos que compõem a base de apoio do próximo governo.Cito algumas dessas frases "vamos eleger a Mesa Diretora de cabo a rabo". "A possibilidade de formação de uma chapa mista é zero". "Temos que ir pro pau, correr o risco". É um estado de espírito vigente até compreensível entre os deputados estaduais eleitos. Perigoso, porém. Por isso tomo a liberdade de recordar uma situação muito parecida ocorrida no governo Dante de Oliveira, que começou em 1995.Eleito com ampla margem de votos, na oposição ao governo Jaime Campos, são muitas as semelhanças com as de agora. Dante tinha pequena maioria na Assembléia Legislativa. Também lançou uma chapa pura, sem composições, encabeçada pelo deputado estadual recém-eleito, José Lacerda, irmão do vice-governador de Dante, o ex-senador José Marcio Lacerda. O espírito... Leia mais
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Poder pelo poder
Em: 15/10/2014 às 09:40h por Onofre Ribeiro
A um passo do fim do segundo turno das eleições presidenciais, seguido ao fim do primeiro turno em Mato Grosso, olhar para o futuro traz mais desânimo do que entusiasmo. No fundo nada mais se tratou senão da manutenção ou da construção de poder político na política mato-grossense. Falaremos disso mais abaixo. No plano nacional disputam o mesmo espaço, o igual e o semelhante. No dizer do experiente senador gaúcho Pedro Simon, "nada é mais parecido com o PSDB do que o PT, e nada se parece tanto com o PT como o PSDB".Certamente o leitor e eleitor que votou esperançoso, dirá que exagero. Não é novo. Eleição após eleição os projetos não mudam. O que muda são os atores dos grupos políticos. Vamos lembrar? Em 1978 a primeira eleição do Mato Grosso dividido. Nasce o grupo Campos que se encerra na eleição de 2014 depois de mandar e de desmandar desde então. O grupo histórico da antiga Arena, liderado pelo ex-governador José Garcia Neto, definhou a partir dali. O grupo do PMDB, nascido na mesma ocasião, liderado por Carlos Bezerra, Dante de Oliveira, irmãos... Leia mais

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Onofre Ribeiro
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