31
OUTUBRO
2014

06:43
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O Brasil saiu maior da eleio
Em: 30/10/2014 às 09:56h por Onofre Ribeiro
As eleições, por piores que possam eventualmente parecer em alguns momentos, ainda são o melhor caminho para transformar as relações de poder da sociedade consigo mesma e com o chamado Estado que gere o governo. As eleições de 2014 foram extremamente didáticas. O Brasil saiu maior do que entrou, justamente porque consolidou a existência de um inconsciente coletivo meio adormecido, meio acordado desde as manifestações de 2013.Em recente seminário na Fundação Dom Cabral, em Belo Horizonte, ouvi de um professor que os movimentos de 2013 mudaram os valores do país. Confesso que duvidei. As eleições deste ano mostraram uma sociedade nascendo do meio das cinzas. Há quem critique as mídias sociais e as posições radicais veiculadas. Isso é só meia verdade. Houve militância política no segundo turno ao nível do exagero. Mas houve também manifestações de consciência lúcida, informativa e reflexiva em larga escala. Isso não havia antes. Recebi centenas de memes políticos. Muita coisa excelente e muita porcaria. A questão é selecionar e aproveitar o que fosse... Leia mais
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Governar pra quem?
Em: 28/10/2014 às 09:39h por Onofre Ribeiro
Não importa que seja o vencedor das eleições presidenciais de 2014. O Brasil sairá dividido em ricos e pobres. Uma divisão perigosa, porque os pobres não são pobres assim e a classe média é o sanduíche entre os ricos e os pobres. A classe média que até o Plano Real, 1994, era a formadora de opinião no Brasil, compondo 6% da pirâmide social, subiu para 8% atualmente, mas perdeu a formação de opinião, sacrificada violentamente pelos impostos e pelos custos de vida. A classe média paga saúde privada, previdência, educação e segurança privadas, imposto de renda retido na fonte ou nos mecanismos de cobrança, e é vista com preconceito pelos governos. Existe um claro apartheid dentro da sociedade brasileira.Quem pensa que isso é obra do acaso, está completamente enganado. Milhões e milhões de reais do governo federal foram destinados a centenas de organizações não-governamentais ligadas aos movimentos sociais e a determinados institutos de pesquisa e de tecnologia, ou camuflados sob outros nomes. Sua missão é produzir a sociologia do apartheid que não... Leia mais
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Concrdia o termo
Em: 28/10/2014 às 09:23h por Onofre Ribeiro
Concórdia tem a ver com desarmamento de espíritos ou de convergência moral por uma causa. O Brasil dividido que saiu da eleição presidencial de 2014 é um Brasil construído pelo marketing eleitoral. Um Brasil de pobres e um Brasil de ricos. Sem meio termo! Essa construção representa a desconstrução da tradicional harmonia brasileira de convivência pacífica entre as regiões e suas classes sociais. As políticas sociais de inclusão são legítimas e necessárias. Não podem ser usadas como ferramenta de mão única do marketing eleitoral para dividir o país.O ambiente que sai da eleição é ruim. O Rio Grande do Sul já se sente no direito de ressuscitar a tese levantada durante no fim do governo Fernando Collor de Mello, em 1992. Chamava-se "O Sul é o meu país" e pretendia anexar o Paraná e Santa Catarina numa nação sulista. Volta a discussão, num momento ruim, em que o mapa do Brasil ficou realmente dividido na votação dos dois candidatos, sendo que o Norte, Nordeste, mais Minas e Rio de Janeiro, votaram em massa na reeleição presidencial.O... Leia mais
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Brasil, ame-o ou deixe-o
Em: 24/10/2014 às 09:38h por Onofre Ribeiro
O slogan foi usado no governo do general Emílio Garrastazu Médici, presidente da República, de 1971 a 1975, no auge da ditadura militar. Era um sinal do ufanismo que se respirava no Brasil naqueles "anos de chumbo". Lembro do slogan por conta do final dessa campanha à presidência da República. De um lado o governo repetindo o slogan numa outra linguagem: Pobres, ame-os, ricos odeie-os. Vale o inverso: Ricos, ame-os, pobres odeie-os. Chegamos a um Brasil dividido em ricos e pobres. Ricos valem mais do que pobres e desclassifique-se os demais, segundo a propaganda política da reeleição presidencial.Que Brasil dividido será esse de 2015 em diante? Mas não se pode ignorar o pano de fundo da economia descendo a ladeira, o crescimento perto de zero e as perspectivas de 2015 piores do que as ruins de 2014. Ainda que o governo negue que o país esteja mal.Participei de três grandes encontros recentes, seminários e palestra qualificados sobre a economia brasileira dos últimos anos e os cenários de 2015. Todos os economistas temem a continuidade da atual política econômica, argumentando que foram destruídos pela presidente Dilma todos os fundamentos da macroeconomia... Leia mais
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Gesto bicho complicado
Em: 21/10/2014 às 09:13h por Onofre Ribeiro
Nesses 38 anos em que acompanho a trajetória das gestões públicas estaduais em Mato Grosso, transformações de grande porte aconteceram mesmo com Dante de Oliveira entre 1995 e 1998. Foi quando para um estado quebrado por heranças financeiras nascidas na divisão do estado, em 1979, cujas obrigações financeiras não foram cumpridas pelo governo federal. A Lei Complementar 31/77 que estabeleceu a divisão determinou que durante dez anos seguintes a 1979 Mato Grosso e Mato Grosso do Sul receberiam 2 bilhões de cruzeiros anuais, 1,7 e 300 milhões, respectivamente para uso em custeio e em investimentos. Não durou mais do que cinco anos porque o governo federal quebrou, com a segunda crise do petróleo, em 1983.Trago o assunto porque vejo os primeiros arranhões do governador eleito Pedro Taques com poderes, com setores como cultura, saúde e turismo, daqui a pouco a comunicação, e com os deputados de sua base parlamentar eleita. Lembro Dante de Oliveira porque sua gestão foi muito pedagógica e sustentável.Em 1995, ao assumir, as finanças estavam assim: para cada real arrecadado, a administração estadual devia 3, sem contar... Leia mais

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Onofre Ribeiro
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