28
JULHO
2014

22:33
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Governo e filosofia
Em: 24/07/2014 às 09:09h por Onofre Ribeiro
Compreender o inconsciente coletivo ficou muito difícil nesses tempos de redes sociais e de independência da comunicação em rede, livres do pensamento político geral, Até recentemente bastava a mídia tradicional.
Hoje um mundo paralelo de informação corre nos smartfones de forma rápida em linguagem quase cifrada e mensagens curtas. O assunto tem a ver com este ano e este momento de campanhas políticas onde candidatos a governantes e a parlamentares se elegerão pensando de forma rígida e planejando governar para modelos antigos. Antigos significam dez anos, no máximo. Mais do que isso já não interfere na realidade atual.
Em janeiro de 2015 um novo governador vai se instalar no Palácio Paiaguás, 24 deputados estaduais, oito deputados federais e um senador nos parlamentos. Todos com mandato outorgado pela população votante do estado de Mato Grosso, em nome de todos os mato-grossenses. Se tomarem os seus assentos pensando fora do mundo das redes, estão condenados à mediocridade, que produz ineficiência e a repetição de métodos antiquados que não justificam os impostos arrecadados e as expectativas depositadas... Leia mais
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Ainda a burocracia infernal
Em: 23/07/2014 às 09:33h por Onofre Ribeiro
No artigo de ontem vimos a burocracia no inchaço dos órgãos públicos em nível federal, estadual e municipal, pelas coligações políticas que recebem cargos em pagamento por sua adesão na campanha vitoriosa. A burocracia inferniza a vida dos cidadãos para justificar a manutenção de numa imensa máquina pública. Indiferente. Fria. Desumana em relação às necessidades dos cidadãos e aos serviços públicos.
A Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece limites diferentes em gastos com pessoal nas três esferas: federal, 50% das receitas correntes líquidas; 60% para estados e municípios. Em Mato Grosso, por exemplo, esse limite alcançava em dezembro de 2013 a 59,4%. De lá para cá, certamente não diminuiu. No governo federal deve estar na mesma faixa e na maioria dos municípios não é diferente. Pior. Quanto mais gente trabalhando, mais burocracia, mais caminhos para os papeis percorrerem, mais tempo pras decisões serem tomadas e, maior o nível de corrupção.
Na ânsia de manter e de ampliar os projetos políticos, a burocracia é alimentada por... Leia mais
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O inferno da burocracia
Em: 22/07/2014 às 09:22h por Onofre Ribeiro
Nesse período antecede às eleições em 2014, a sociedade está entupida de angústias, porque a cultura brasileira dá muitos poderes ao Estado. Inclusive o direito de atrapalhar, em nome de governar. Os temas econômicos, sociais e políticos aparecemneste período eleitoral. Mas temas como a maldita burocracia que está matando a vida dos cidadãos, passa ao largo das discussões.
Originalmente, no latim, significava escritório. Com o tempo na medida em que a sociedade foi se tornando complexa, a burocracia tornou-se muito mais complexa do que a sociedade. No Brasil, tornou-se a arma de dominação dos partidos políticos sobre os cidadãos. Regras e estruturas de funcionamento do Estado nacional, dos estados regionais e municipais, tornaram-se armas de dominação e oferta de favores políticos, em vez de serviços públicos pelos quais o cidadão paga junto com os impostos.
Um amigo foi contratado por uma organização não-governamental francesa pra pesquisar a qualidade da burocracia no serviço público federal brasileiro, em 1999. O resultado foi que ela era responsável e bem qualificada. Mas... Leia mais
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Democracia brasileira
Em: 21/07/2014 às 09:47h por Onofre Ribeiro
No Brasil construiu-se o raciocínio conveniente de que vivemos numa democracia. Só que o único pressuposto dessa democracia é o direito ao voto que, além disso, seria o responsável pela liberdade de se dizer o que se quer. Na teoria pode até parecer verdade. Mas os pressupostos essenciais do espírito de democracia nunca saíram do papel e na prática não funcionam mesmo!
Claro que democracia é muito mais do o direito ao voto e à liberdade de expressão. O voto deve ser representativo. No Brasil não é. Em tese democracia é a forma de governo em que a soberania é exercida pelo povo. O sistema representativo nasce dentro dos partidos políticos, que deveriam representar o pensamento de partes da sociedade. Daí o nome partido.
Desde o regime militar, 1964/1985, para manter o projeto de poder, a cada eleição as regras foram modificadas até chegarmos à atual colcha de retalhos onde os eleitos não foram votados ou se foram votados não foram eleitos por quem votou neles. O sistema parlamentar é extremamente confuso, de modo que um candidato proporcional eleito nunca sabe, de onde vieram os votos que o elegeram.... Leia mais
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Sinais de tempestade
Em: 20/07/2014 às 09:46h por Onofre Ribeiro
Eleições no Brasil sempre guardaram vícios herdados dos tempos imperiais. No período militar a corrupção com o dinheiro público assumiu espaços e abriu caminhos para a atual corrupção desenfreada. Foi no governo do presidente Ernesto Geisel (1975-1979), que a corrupção cooptou as eleições para construir uma democracia de fachada.
Extremamente centralizador, o governo Geisel guardava o espírito de que a sociedade era incapaz de se administrar e precisava de governoordem forte para gerenciá-la na direção do progresso. Era o espírito do positivismo, cultivado no Exército. O governo altamente tecnocrático e burocrático dos militares fechava a aproximação dos interesses privados.
Percebendo a brecha, o desprestigiado Congresso Nacional, aproveitou a brecha. Parlamentares ligados ao governo começaram a fazer lobby junto a ministérios para abrir soluções ao capital privado na seguinte ordem: empreiteiras, bancos, indústria automobilística, laboratórios farmacêuticos e indústria de cigarros.
Como havia grande quantidade de obras em andamento, os deputados... Leia mais

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Onofre Ribeiro
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