02
SETEMBRO
2014

19:39
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Outra chance de pacto social
Em: 02/09/2014 às 09:09h por Onofre Ribeiro
Desde o suicídio do presidente Getúlio Vargas, em 1954, o Brasil vem esperando chances de construir um pacto de paz política, de desenvolvimento contínuo e de futuro. Foi sucedido por JK que teve imensos problemas políticos e não alcançou a paz política, apesar dos avanços no desenvolvimento. Jânio Quadros desagregou e abriu caminhos para a ruptura do regime militar que também não criou um projeto político contínuo de nação.Collor, em 1990 foi outro Jânio Quadros, seguido de Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e nada de um pacto duradouro. Exceto, pelo Plano Real que deu perspectivas às classes sociais de uma estabilidade cidadã. Veio Lula e se esperou um grande pacto prometido pela histórica esquerda brasileira. A esquerda trazia a linguagem das massas e a esperança de que pudesse harmonizar tantas contradições da História brasileira.Mas o sabor do poder acabou por impedir que reformas mínimas fossem feitas e se perdeu o momento, a linguagem e a oportunidade. Na verdade, aquele mesmo Brasil que saiu da era Getúlio Vargas com imensos conflitos sociais e econômicos sai agora das mãos da... Leia mais
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Perda de empregos dos nossos filhos
Em: 01/09/2014 às 09:18h por Onofre Ribeiro
Em artigo anterior comentando o aumento da população de Mato Grosso, de 3 milhões e 33 mil do censo de 2010, para 3 milhões 222 mil, neste ano, acaba surgindo a questão dos empregos. Lembro, naquele artigo, que a produção de grãos no estado vai passar das atuais 38 milhões de toneladas para 68 milhões em 2021, daqui a sete anos.Portanto, para chegar a 68 milhões dentro de sete anos, o aumento será de ano a ano, até chegar ou ultrapassar aquela previsão. O leitor deve estar pensando o que tem a ver com isso. Principalmente o leitor urbano de Cuiabá que não planta e nem colhe um pede couve. A produção agrícola movimenta o comércio, a indústria, os serviços numa escala progressiva e gera impostos e os movimentos da economia pública e privada do estado.Em 2005 a grande e última crise no campo quebro até universidades privadas em Cuiabá. Uma cascata desce ou sobe junto.Nos próximos anos será absolutamente inevitável a industrialização da produção primária de grãos, de carnes, de produtos florestais e minerais. Como é um montanha imensa de... Leia mais
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Outras conversas aleatrias
Em: 29/08/2014 às 09:22h por Onofre Ribeiro
Nessa linha de desconstrução de idéias arraigadas e de comportamentos antigos que insistem em desafiar a lógica da evolução, gostaria de mexer um pouco hoje na idéia de população de Mato Grosso, e alguns desdobramentos.O IBGE divulgou nesta semana que a população de Mato Grosso alcançou 3 milhões 222 mil habitantes. O censo de 2010 apontou 3 milhões e 33 mil. Voltemos no tempo. Em 1970, o estado ainda não tinha sido dividido pra criar Mato Grosso do Sul. A população da região Norte do estado era de 598 mil num universo de 38 municípios. Em 1973 começaram as migrações para ocupar a Amazônia, induzidas pelo governo federal. No censo de 1980 a população já era de 1 milhão 139 mil. Em 1990, de 2 milhões e 27 mil, em 2000, de 2 milhões 498 mil. Entre 1990 e 2000 cessaram as ondas de migrações.Em 2010 foram 3 milhões e 33 mil, hoje, quatro anos depois 3 milhões 222 mil habitantes. Traduzindo: entre 1970 e 2010 cresceu 507% a população. Nesses quatro anos cresceu 10,6%.O livro "Estimativas da População de Mato Grosso entre 2010 e 2015",... Leia mais
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Mais conversas aleatrias
Em: 28/08/2014 às 09:20h por Onofre Ribeiro
No artigo anterior trouxe uma panorâmica de idéias tomando por partida as já esquecidas manifestações de rua de 2013, organizada através das redes sociais por jovens brasileiros. Criaram uma onda cortada pela chegada dos black blocs, financiados pelo Palácio do Planalto pra tirar os jovens das ruas. Como o movimento era pacífico, não conviveu com a desordem financiada com pelo dinheiro público.A propósito das conversas aleatórias, recebi do amigo Paulo Rabello de Castro, eminente economista que fortes inserções em nosso estado, a "Carta do Povo Brasileiro". É um documento lido recentemente no seminário sobre Simplificar o País. Paulo sugere, quem sabe, um artigo. Caiu dentro dessas conversas aleatórias. Vou tomar a liberdade de transcrever alguns parágrafos.- Quem aqui se manifesta é o coletivo que chamamos de Brasil".- Dessa vez é o povo que manda o recado. Um recado mais do que necessário, porque o velho monólogo dos marqueteiros do governo, soprando crenças no ouvido do povo, não funciona mais. O povo que lê e escreve nas redes sociais não precisa de intérpretes de pensamento. O governante... Leia mais
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Conversas aleatrias
Em: 27/08/2014 às 09:46h por Onofre Ribeiro
Tenho conversado muito a respeito do ambiente político brasileiro e mato-grossense que se manifesta, ou não se manifesta, nas eleições de 2014.
Em viagens pelo interior, na capital, em universidades, em escolas, em clubes de serviço, na maçonaria, por exemplo.
Há um quê de expectativa e de curiosidade no ar. Alguma coisa vindo, como em tempo nublado escuro, que anuncia uma chuva poderosa.
O ar fica carregado de eletricidade. É mais ou menos o que está no imaginário popular.
Tudo começou quando as manifestações de junho de 2013 trouxeram à tona através da indignação dos jovens, uma onda de insatisfação contra a política, os políticos e os governantes.
Representou uma condenação geral sem indulgência. Não foi levada a séria devidamente, porque veio dos jovens e não se articulou por meio da mídia tradicional. Veio pelas redes sociais, uma coisa até então desconhecida como ferramenta de mobilização popular. Hoje não. Midia social é o fenômeno moderno!
Em 2013 os governos e os políticos se arrastaram ora tentando entender,... Leia mais

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Onofre Ribeiro
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