22
JULHO
2014

23:32
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O inferno da burocracia
Em: 22/07/2014 às 09:22h por Onofre Ribeiro
Nesse período antecede às eleições em 2014, a sociedade está entupida de angústias, porque a cultura brasileira dá muitos poderes ao Estado. Inclusive o direito de atrapalhar, em nome de governar. Os temas econômicos, sociais e políticos aparecemneste período eleitoral. Mas temas como a maldita burocracia que está matando a vida dos cidadãos, passa ao largo das discussões.
Originalmente, no latim, significava escritório. Com o tempo na medida em que a sociedade foi se tornando complexa, a burocracia tornou-se muito mais complexa do que a sociedade. No Brasil, tornou-se a arma de dominação dos partidos políticos sobre os cidadãos. Regras e estruturas de funcionamento do Estado nacional, dos estados regionais e municipais, tornaram-se armas de dominação e oferta de favores políticos, em vez de serviços públicos pelos quais o cidadão paga junto com os impostos.
Um amigo foi contratado por uma organização não-governamental francesa pra pesquisar a qualidade da burocracia no serviço público federal brasileiro, em 1999. O resultado foi que ela era responsável e bem qualificada. Mas... Leia mais
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Democracia brasileira
Em: 21/07/2014 às 09:47h por Onofre Ribeiro
No Brasil construiu-se o raciocínio conveniente de que vivemos numa democracia. Só que o único pressuposto dessa democracia é o direito ao voto que, além disso, seria o responsável pela liberdade de se dizer o que se quer. Na teoria pode até parecer verdade. Mas os pressupostos essenciais do espírito de democracia nunca saíram do papel e na prática não funcionam mesmo!
Claro que democracia é muito mais do o direito ao voto e à liberdade de expressão. O voto deve ser representativo. No Brasil não é. Em tese democracia é a forma de governo em que a soberania é exercida pelo povo. O sistema representativo nasce dentro dos partidos políticos, que deveriam representar o pensamento de partes da sociedade. Daí o nome partido.
Desde o regime militar, 1964/1985, para manter o projeto de poder, a cada eleição as regras foram modificadas até chegarmos à atual colcha de retalhos onde os eleitos não foram votados ou se foram votados não foram eleitos por quem votou neles. O sistema parlamentar é extremamente confuso, de modo que um candidato proporcional eleito nunca sabe, de onde vieram os votos que o elegeram.... Leia mais
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Sinais de tempestade
Em: 20/07/2014 às 09:46h por Onofre Ribeiro
Eleições no Brasil sempre guardaram vícios herdados dos tempos imperiais. No período militar a corrupção com o dinheiro público assumiu espaços e abriu caminhos para a atual corrupção desenfreada. Foi no governo do presidente Ernesto Geisel (1975-1979), que a corrupção cooptou as eleições para construir uma democracia de fachada.
Extremamente centralizador, o governo Geisel guardava o espírito de que a sociedade era incapaz de se administrar e precisava de governoordem forte para gerenciá-la na direção do progresso. Era o espírito do positivismo, cultivado no Exército. O governo altamente tecnocrático e burocrático dos militares fechava a aproximação dos interesses privados.
Percebendo a brecha, o desprestigiado Congresso Nacional, aproveitou a brecha. Parlamentares ligados ao governo começaram a fazer lobby junto a ministérios para abrir soluções ao capital privado na seguinte ordem: empreiteiras, bancos, indústria automobilística, laboratórios farmacêuticos e indústria de cigarros.
Como havia grande quantidade de obras em andamento, os deputados... Leia mais
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Projetos de poder no bastam
Em: 17/07/2014 às 09:23h por Onofre Ribeiro
A história republicana brasileira é marcada pelo trânsito de projetos políticos que necessariamente nunca representaram satisfatoriamente a sociedade. A duração dos partidos políticos nunca foi longa o bastante para permitir a criação de núcleos da sociedade realmente comprometidos com ideais e com idéias claras. Nomes dos partidos sempre foram nomes genéricos sem expressão popular.
Vamos recordar depois do fim do Estado Novo de Getúlio Vargas, em 1945. Nasceram três partidos principais: Partido Social Democrático-PSD – representante das elites urbanas e rurais; a União Democrática Nacional-UDN – representante da nascente classe média urbana, e do laboratório político do presidente Getúlio Vargas, eleito em 1950, o Partido Trabalhista Brasileiro-PTB, teoricamente representante da nascente classe trabalhadora protegida e organizada a partir da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, de 1943.
Esses partidos patrocinavam projetos de poder regional que pretendiam o poder nacional. Antes da ideologia e do partido, estavam os projetos de poder. Assim, veio a revolução militar em 1964, matou... Leia mais
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Futebol e novas geraes
Em: 16/07/2014 às 09:47h por Onofre Ribeiro
No artigo de ontem visualizamos que a Copa do Mundo no Brasil nos despertou valores ignorados como o humanismo, o protagonismo e o convívio. Mas antes, é preciso recordar que essa frustração brasileira em relação ao resultado acaba sendo positiva pra despertar o "gigante pela própria natureza (...) deitado eternamente em berço esplêndido", como diz o Hino Nacional de 1922.
Especialmente a juventude compreendeu que o futebol tem a cara do Brasil: desorganizado e fora de sintonia. Foi como escutar rádio mal sintonizado na emissora: tem muitos ruídos indesejáveis. O comercial da Sadia "Crianças que nunca viram o Brasil ser campeão", exibido durante a Copa me agradou muito. Mostrava crianças falando dos seus pais, e terminavam com o refrão "Brasil, joga pra mim". Elas mostraram claramente um divisor de águas entre a sua geração e as gerações anteriores.
Leitura crítica: na Copa do Mundo de 2014 falou-se em gerações diferentes mais do que apareceu. Gerações mais velhas, adultas e jovens. Na Alemanha gerações novas comemoram o campeonato nacional. Então, lá também tem jovens... Leia mais

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Onofre Ribeiro
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